O que é litigation finance
Financiar a resolução — não o endividamento
Litigation Finance consiste no financiamento de demandas judiciais, arbitrais ou administrativas, no qual o retorno está vinculado ao êxito da causa. Essa estrutura permite que empresas e credores monetizem direitos sem comprometer caixa ou balanço.
Para brokers e devedores, é uma ferramenta para destravar valor de ativos judiciais, compartilhar riscos e viabilizar estratégias jurídicas mais eficientes. O capital é direcionado à resolução do litígio, não ao endividamento tradicional.
Como esse tipo de ativo costuma funcionar
O valor muda com o processo — e o tempo é imprevisível
O valor do ativo evolui conforme o andamento processual, sendo influenciado por decisões, recursos, incidentes e negociações. Não há fluxo financeiro enquanto o litígio não se resolve e o prazo é inerentemente imprevisível.
A dinâmica depende tanto do mérito quanto do tempo. A incerteza passa a ser elemento estrutural.
Onde está o valor
Entre o tempo judicial e a necessidade de liquidez
O valor está no descompasso entre o tempo judicial e a necessidade prática de liquidez das partes envolvidas. Esse intervalo cria deságio e paralisa decisões, mesmo quando o direito é sólido.
A monetização pode ocorrer antes do encerramento definitivo do processo, por meio de acordos ou reorganizações. O retorno remunera o tempo e a incerteza assumidos.
Principais desafios
Atravessar o prazo sem perder valor econômico
O principal desafio é atravessar longos períodos sem que o ativo perca relevância econômica. Custos, desgaste e inércia corroem o valor ao longo do tempo.
Muitos direitos permanecem parados não por falta de mérito, mas por ausência de estrutura adequada para lidar com o prazo. O gargalo é sistêmico.
Visão Cupertino
Direito, tempo e decisão no mesmo enquadramento
Na Cupertino, tratamos ativos judiciais como ativos econômicos condicionados a tempo. Atuamos quando o direito existe, mas o prazo se torna o verdadeiro obstáculo à tomada de decisão.
Nossa leitura começa nesse intervalo entre mérito e liquidez, onde soluções estruturadas podem transformar espera em encaminhamento viável.
Perguntas comuns em Litigation Finance
Uma camada final de esclarecimento conceitual — para confirmar se a leitura do contexto está correta.
Ter um direito reconhecido garante liquidez imediata?
Não. O reconhecimento jurídico não elimina o fator tempo. Processos podem levar anos até a efetiva liquidação. O valor jurídico e o valor econômico nem sempre caminham juntos no tempo.
Todo litígio precisa ir até o final para gerar valor?
Não. Muitos casos se resolvem antes por acordo, cessão ou reorganização da disputa. O processo é um meio, não necessariamente o destino final. A resolução pode ocorrer em diferentes estágios.
Por que tantos direitos judiciais ficam parados?
Porque o tempo, o custo e a incerteza afastam decisões. O Judiciário não foi desenhado para gerar liquidez. Isso cria um grande volume de direitos economicamente travados.
O maior risco está no mérito da ação?
Nem sempre. Em muitos casos, o maior risco está no prazo e na imprevisibilidade do tempo. Mesmo direitos sólidos podem perder valor econômico se a espera se prolongar demais.
As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente informativo e não constituem oferta, recomendação de investimento, solicitação ou aconselhamento. Investimentos envolvem riscos e podem resultar em perdas. A adequação a cada investidor depende de objetivos, perfil e condições específicas.